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SHEMA YISRAEL, ADONAI ELOHENU, ADONAI ECHAD, BARUCH SHEM KEVOD MALCHUTO LEOLAM VAED

Entenda do Espírito Israel! O Eterno é nosso Elohim! O Eterno é Um! Bendito seja o Nome Daquele cujo Glorioso Reino é eterno.

עליה ויקרא שמה רחבות ויאמר כי-עתה הרחיב יהיוה לנו ופרינו בארץ
ALEIHA VAYQRA SHEMA RECHOVOT VAYOMER KI-ATAH HIRHIV ADONAY LANU UPARINU BA’ARETZ

“Por isso chamou-o Rechovot, e disse: Porque agora nos deu lugar o Eterno, e prosperaremos na terra” (Gn. 26:22b).

A Congregação Judaico-Messiânica Rechovot busca fazer conhecidas as raízes bíblicas judaicas da fé. Retornar à Palavra de Elohim, aos princípios da igreja do primeiro século e buscar compreendê-la em seu contexto original são um dos nossos objetivos. Sua base está pautada em Yeshua, o Messias, e firmada sobre três (3) pilares de sustentação: Torah, Tefilah e Tsedakah.



EXPLICAÇÃO DOS PILARES DE SUSTENTAÇÃO DA CONGREGAÇÃO RECHOVOT

TORAH

A palavra Torah não significa lei - é inexato interpretá-la desta forma. A Torah foi traduzida pela Septuaginta (LXX) a partir da data 280 AC. e passou a chamar-se Pentateuco (PENTE (no grego = cinco) e TEÚCHOS (no grego = livro). Mais tarde a palavra Torah passou a designar de forma mais restrita, os cinco livros de Moisés; estas duas tentativas em conceituar Torah, acabaram por difundir um significado diferente do real. Na verdade, não podemos entender a palavra Torah sob o conceito cristão de lei. O conceito bíblico de Torah é muito mais abrangente. A palavra Torah indica uma conversa entre duas pessoas – o ensinamento do pai e da mãe para introduzir seus filhos nos caminhos da vida e adverti-los diante das ciladas da morte - “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes a doutrina da tua mãe.” (Pv. 1:8) - “Filho meu, guarda os mandamentos de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe. Ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-as ao teu pescoço. Quando caminhares, te guiarão; quando te deitares, te guardarão; quando acordares falarão contigo. Porque estes mandamentos são lâmpada, este ensino é luz, e as correções da disciplina são o caminho da vida”.(Pv. 6:20-23)

Como em todos os seus demais usos, a palavra Torah contém informações, orientações, instruções, estabelecimento de normas, promessas e também desafios. Expressa igualmente o mandamento e a história da instrução da qual se manifesta. A partir daí, o conceito Torah torna-se um termo técnico para instrução dos sacerdotes aos leigos – “Então disseram: Vinde e maquinemos projetos contra Jeremias; pois não perecerá a lei do sacerdote, nem o conselho do sábio, nem a palavra do profeta. Vinde, e ataquemo-lo com a língua, e não escutemos nenhuma das suas palavras.” (Jr. 18:18) Ez. 7:26 “Miséria sobre miséria virá, e se levantará rumor sobre rumor. Buscarão do profeta uma visão: do sacerdote perecerá a lei e dos anciãos o conselho.

A Torah abrange regras que traduzimos por lei e ordenanças de origem Divina, que prescrevem ou proíbem uma ação bem definida - a Torah é o alicerce de todas as revelações subsequentes.

O conceito Torah compreende os dois lados da Palavra de Elohim, o que a linguagem sistemática distingue como lei e evangelho. Na definição da Torah o Primeiro e o Segundo Testamentos são mantidos na unidade da Palavra e na vontade de Elohim estabelecida. Se separarmos a lei do evangelho, criaremos uma tensão entre os dois; correremos o risco de transformá-los em meros princípios do conhecimento teológico e eclesiástico, o que com certeza acarretará perda de conceitos bíblicos fundamentais.

A Torah foi dada e formulada exclusivamente para Israel, mas há nela um lugar para orientações de Elohim para toda humanidade por Ele criada. Portanto, é chegado o tempo de admitirmos todos esses erros e darmos prosseguimento a uma divulgação séria da Torah. Mateus afirma a que a Torah é a vontade eterna de Elohim - “Em verdade vos digo que até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da Torah, sem que tudo seja cumprido.” (Mt. 5:18) - e que deve ser cumprida pelos discípulos de Yeshua – “Os escribas e fariseus estão assentados na cadeira de Moisés. Portanto observai e fazei tudo o que vos disserem.” (Mt. 23:2-3a). Para o apóstolo Paulo a “Torah, é santa, e o mandamento santo, justo e bom.” (Rm. 7:12).

A Torah de modo algum se apresenta em contradição aos evangelhos. É através da proclamação do evangelho que se estabelece a Torah - “Anulamos, pois, a Torah pela fé? De maneira nenhuma! Antes confirmamos a Torah.” (Rm. 3:31)


TEFILAH

Tefilah é uma palavra hebraica para designar oração. Consiste em: contar com, esperar (Gn. 48:11) , provocar uma (re)avaliação (Ez. 16:52) e suplicar: “E enquanto Esdras orava e confessava, chorando prostrado diante da casa de Elohim, ajuntou-se a ele, de Israel, uma grande congregação de homens, mulheres e crianças, pois o povo chorava com grande choro.” (Ed. 10:1) (Cf. I Rs. 8:33)

A oração é o clamor do mediador que atinge a Majestade nas alturas. (Jó 33: 23-24).

A palavra tefilah é encontrada no livro dos salmos por (32) trinta e duas vezes. Cinco salmos são especificamente denominados de orações - a voz contrita do pecador que retorna dos seus caminhos para Elohim. (Sl. 17, 86, 90, 102, 142).

Yeshua recomenda aos que creem que intercedam em favor do outro, pois a oração nos coloca em unidade com os nossos semelhantes e com Elohim. A batalha só é ganha através da unidade - “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra, acerca de qualquer coisa que pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. Pois onde estiverem dois ou três reunidos em Meu Nome, ali estou Eu no meio deles” (Mt. 18:19-20)

Orar consiste em unir-se a Elohim com a finalidade de gerar livramento, consolo, arrependimento, esperança e justiça.

A Torah expressa igualmente o mandamento e a história da instrução da qual se manifesta. A partir daí, o conceito Torah torna-se um termo técnico para instrução dos sacerdotes ao povo, conforme nos ensina o profeta Ezequiel (Ez 7:26).


TZDAKAH

Tzdakah é uma palavra hebraica que significa justiça social, ajuda mútua, cuidado dos órfãos. A Torah ensina que as dívidas eram canceladas a cada sete anos e os escravos libertados – 9cf. ex.21:1-), não se trabalhava a terra, e o produto do campo pertencia a todos. Fazer justiça social, honrar a dignidade da viúva, do órfão, do estrangeiro, do vulnerável e do negligenciado, não implica em uma escolha; pois Elohim não nos concede a liberdade para dizer não “ A observância religiosa que D’us, o Pai, considera pura e irrepreensível é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar contaminar pelo mundo. “ (Tg. 1:27)

È muito comum encontrarmos a palavra Tzdakah traduzida como caridade, mas na verdade significa: justiça social ou distributiva. Na Bíblia Sagrada isto implica numa série de instituições, que juntas, constituíram a principal tentativa já feita em prol de um “Estado” responsável pelo bem-estar de seus cidadãos. “Quando fizeres a seda do teu campo, e te esqueceres de algum feixe, não voltarás a tomá-lo. Deixa-lo-ás para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva, para que o Eterno teu D’us te abençoe em toda a obra das tuas mãos. Quando sacudires a tua oliveira, não voltarás a colher o que restou nos galhos. Deixa-lo-ás para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva. Quando vindimares a tua vinha, não rebuscarás o que ficou. Deixa-lo-ás para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva. Lembra-te de que foste escravo na terra do Egito. Por isso Eu te ordeno que façais isto.” (24:19-22)

Devemos deixar uma parte da nossa colheita para o pobre e o estrangeiro - esta é a Legislação de Assistência Social da Bíblia Sagrada. Está construída sob o seguinte raciocínio: que não só a impotência escraviza, mas também a pobreza, e ninguém deve perder sua independência ou dignidade. Os apóstolos ordenam que devemos trabalhar para socorrer o necessitado. "Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos e recordar a palavra do Senhor Yeshua: mais bem aventurado é dar do que receber” (At 20:35 ) isto é, auxiliar os enfermos e os que de outro modo tenham ficado permanente ou momentaneamente incapacitados de trabalhar. Esta ajuda incluía dádivas, benefícios e favores aos pobres.

A ênfase na obrigação e a dignidade de dar está na compreensão de que a dádiva não é apenas para quem a recebe, mas também para quem a pratica – “ Pois nunca deixará de haver pobre na terra;pelo que te ordeno, dizendo: livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra.” (Dt.15:11) A aspiração natural e muitas vezes inconsciente que quase todos nós temos de ajudar, deve dirigir-se a um ponto comum: a alegria de obedecer ao Eterno e aos seus mandamentos realizando Tzdakah. Assim como o alimento, a proteção e o amor são vitais para nós, necessitamos, também, de compartilhar o que recebemos.


BASE BÍBLICA 2010

A base Bíblica da Congregação Rechovot para o ano de 2010 emprega esforços para, cuidadosamente, ensinar que devemos confiar no Eterno e termos esperança somente N’Ele. O profeta Jeremias ensina que há uma diferença bem distinta entre os que confiam no homem e os que lutam e resistem esperando unicamente no Eterno. “Assim diz o Eterno: Maldito o homem que confia no homem, que faz da carne o seu braço; e cujo coração se aparta do Eterno!” (Jr 17:5). O homem que confia no homem é maldito, faz do braço fraco do homem a base da sua fé. Seu coração afastou-se do Eterno, fixou-se em si mesmo, voltou-se para os ídolos. Sua confiança está pautada em sua conta bancária, emprego, casamento, amigos, ou ainda, porque não dizer, nas organizações eclesiásticas. “Ele será como arbustos nos ermos, não verá a prosperidade, quando ela vier. Morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.” (Jr 17:6). O homem que depende de si mesmo, que está sob a influência de outro, ou que vive a expensas de outra pessoa, sua habitação é num ermo com brechas. Mas, em compensação - “Bendito é o homem que confia no Eterno, e cuja esperança é o Eterno.” (Jr 17:7); ele é regado e produz com abundância. É como uma árvore plantada junto a um rio ou a um poço - que espalha suas raízes, assegurando a produção e a própria vida. Quando vier o calor a árvore nada sentirá, pois seus ramos estarão cheios da seiva transmissora de vida. Suas folhas permanecerão verdes, pois a fonte de vida está nela. A seca prolongada não prejudicará a árvore, que por sua vez, não deixará de produzir frutos. Assim é o homem que confia no Eterno, ele canta feliz: “Provai, e vede que o Eterno é bom; em marcha, o bravo que se abriga nele.” (Sl. 34:8)




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